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	<title>The stories that you read but never write.</title>
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		<title>Mais sobre o Kikito</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 04:06:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[E então, gente depois de anos, volto com um post muito bacana sobre a minha participação como júri estudantil representante da ULBRA no 38º Festival de Gramado.
Sobre os prêmios principais do festival, já era esperado que o filme Bróder de Jeferson De faturasse melhor filme e melhor direção. O longa realmente vai além do tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E então, gente depois de anos, volto com um post muito bacana sobre a minha participação como júri estudantil representante da ULBRA no 38º Festival de Gramado.</p>
<p>Sobre os prêmios principais do festival, já era esperado que o filme <em>Bróder </em>de Jeferson De faturasse melhor filme e melhor direção. O longa realmente vai além do tão rotulado &#8220;filme favela&#8221; e, embora tenha me deparado com opiniões contrárias, é o que mais se comunica com o público, além de ser um filme com o perfil do festival.</p>
<p>Esse foi o único prêmio previsível, pois depois as surpresas tomaram conta. Melhor ator para Caio Blat em <em>Bróder</em>, prêmio especial do júri para <em>O Último Romance de Balzac</em>, melhor atriz para Simone Spoladore em <em>Não se pode viver sem amor</em>, melhor roteiro para Dani Patarra e Jorge Durán, por <em>Não se pode viver sem amor </em>e melhor fotografia para Luis Abramo, por <em>Não se pode viver sem amor.</em></p>
<p>A seleção poderia ter uma variedade maior de filmes com sensibilidade e técnica. Houve uma enxurrada de documentários, alguns muito bons, outros nem tanto e as ficções estavam meio sem vida, o que explica a vitória de <em>Bróder </em>que, mesmo possuindo alguns probleminhas de roteiro, é um filme em que se sente a emoção depositada tanto durante a projeção quanto nos depoimentos emocionados do diretor Jeferson De. Incentivos como esse faltaram à ficção brasileira.</p>
<p>Embora a mostra competitiva de longa brasileiro tenha se encaminhado dessa maneira, a mostra de curtas e de longas-metragem estrangeiros estava difícil de julgar devido a enorme quantidade de filmes bons.</p>
<p>O curta vencedor de melhor filme, <em>Carreto </em>de Cláudio Marques e Marilia Hughes foi um grande merecedor, embora a animação vencedora do prêmio especial do júri <em>Os Anjos do Meio da Praça </em>tenha me tragado para dentro com uma força dificilmente vista neste festival.</p>
<p>O longa estrangeiro vencedor de melhor filme, <em>Mi Vida Con Carlos, </em>mostrou uma sensibilidade impressionante relatando o resgate das memórias do falecido pai de Germán Berger. Entretanto, continuo achando que o prêmio de melhor roteiro para <em>La Vieja de Atrás </em>de Pablo Meza não fez jus à beleza deste filme.</p>
<p>A Mostra Panorâmica, aberta ao público e exibida na parte da tarde durante o festival, foi julgada exclusivamente pelos integrantes do júri-estudantil. Filmes inteligentes e de muito conteúdo (alguns até melhores que os da mostra competitiva) foram vistos por nós. Dou grande destaque para <em>Os Inquilinos</em> de Sérgio Bianchi, filme forte com um enredo inteligente e personagens bem construídos, que trata sobre a vida de um pai de família tentando protegê-la dos males presentes no subúrbio.</p>
<p>Nossa escolha de Melhor Filme da Mostra Panorâmica foi <em>Terra Deu, Terra Come</em> de Rodrigo Siqueira. Um documentário muito bem construído sobre a vida de antigos cidadãos do sertão mineiro, misturando suas culturas locais, sonhos e fantasias à realidade. O filme apresenta a forma com que a celebração fúnebre de João Batista - falecido com 120 anos - resgata as memórias culturais de um povo com raízes africanas.</p>
<p>Minha experiência como integrante do júri-estudantil foi ótima e agradeço muito pela oportunidade de aprender e  conhecer as novas tendências do cinema brasileiro que virão por aí. Mas deixo um recado para a nova geração de cineastas: não se deixem impressionar com algo que, na verdade, não os impressiona. Festivais são concursos de filmes e não de tentativas de parecer inteligente. A melhor forma de ser notado é ser sincero consigo e buscar a ligação que está na essência dessa profissão: a paixão legítima  pela sétima arte.</p>
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		<title>&#8220;Gozadas&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 22:14:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[E aí pessoas!
Sei que eu devo muitos posts aqui já que agora até as gravações do 30 Segundos Épicos acabaram, mas eu realmente não tive tempo de postar (cinema dá muuuito trabalho) e agora vou tentar recuperar os posts não feitos.
Começando pelo agradecimento tardio ao espetáculo que a Patsy promoveu justamente pra nos ajudar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E aí pessoas!</p>
<p>Sei que eu devo muitos posts aqui já que agora até as gravações do 30 Segundos Épicos acabaram, mas eu realmente não tive tempo de postar (cinema dá muuuito trabalho) e agora vou tentar recuperar os posts não feitos.</p>
<p>Começando pelo agradecimento tardio ao espetáculo que a Patsy promoveu justamente pra nos ajudar em verba, mas que acabou servindo pra unir a equipe e pra gente acreditar mais no projeto.</p>
<p>Agradecendo a todo o pessoal que chamou seus amigos, familiares, conhecidos, etc para assistir à peça e aos convidados que aceitaram os convites.</p>
<p>Um valeu pro pessoal da equipe que foi na peça (toda a equipe deveria ter ido, mas&#8230;) e pro pessoal que ajudou, fez bilheteria, saiu do trabalho cansado e foi lá vender ingresso, pra quem entrou no espírito total da equipe em uma semana e nos ajudou pra caramba (é, essa é pra ti Nichelly! hauhauha). Devemos uma pra vocês.</p>
<p>Sem falar nos atores, todos ótimos. A Patsy me fez ficar falando pra minha mãe e tia &#8220;VOCÊ ESTÁ VELHA!&#8221; durante o resto da semana, o Castanha que teve a musiquinha da Amy cantada até no set de filmagem do projeto todos os dias, e o Caio que me ajudou pra caramba com os figurinos (é isso ae, colega! hahauha) e deu muita graça pro personagem gordinho multifacetado do 30 Segundos, sem contar que o Fábio Júnior parecia meu irmão hauhauha.</p>
<p>Brigadão mesmo, gente.</p>
<p>Aí vai um vídeozinho da peça.</p>
<p>Beijões, e por hoje não é só! tem mais post sobre a gravação.</p>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-admin/%3Cspan%20class=%22mceItemObject%22%20%20width=/%22480/%22%20height=/%22385/%22%3E%3Cspan%20%20name=/%22movie/%22%20value=/%22http://www.youtube.com/v/PP_ic89xJH8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;/%22%20class=%22mceItemParam%22%3E%3C/span%3E%3C/param%3E%3Cspan%20%20name=/%22allowFullScreen/%22%20value=/%22true/%22%20class=%22mceItemParam%22%3E%3C/span%3E%3C/param%3E%3Cspan%20%20name=/%22allowscriptaccess/%22%20value=/%22always/%22%20class=%22mceItemParam%22%3E%3C/span%3E%3C/param%3E%3Cspan%20class=%22mceItemEmbed%22%20%20src=%22/%22%20mce_src=%22/%22%22http://www.youtube.com/v/PP_ic89xJH8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;/%22%20type=/%22application/x-shockwave-flash/%22%20allowscriptaccess=/%22always/%22%20allowfullscreen=/%22true/%22%20width=/%22480/%22%20height=/%22385/%22%3E%3C/span%3E%3C/span%3E"></a><br />
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PP_ic89xJH8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/PP_ic89xJH8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		<title>&#8220;GOZADAS&#8221; COM PATSY CECATO E &#8220;30 SEGUNDOS ÉPICOS&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 03:45:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[


Patsy Cecato e a equipe de &#8220;30 Segundos Épicos&#8221;.

E então, pessoas! Como prometido, a data, local e horário para o espetáculo &#8220;Gozadas&#8221; em prol do &#8220;30 Segundos Épicos&#8221; foram estabelecidos.
Nossa colega Patsy escreve, dirige e atua nesse espetáculo que conta com cinco carismáticas personagens e os convidados Caio Prates e João Carlos Castanha.
No programa do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_190" class="wp-caption aligncenter" style="width: 472px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-large wp-image-190" title="imagem-21" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2010/05/imagem-21-1024x685.jpg" alt="Patsy Cecato e a equipe de &quot;30 Segundos Épicos&quot;" width="462" height="308" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Patsy Cecato e a equipe de &#8220;30 Segundos Épicos&#8221;.</dd>
</dl>
<p style="text-align: left;">E então, pessoas! Como prometido, a data, local e horário para o espetáculo &#8220;Gozadas&#8221; em prol do &#8220;30 Segundos Épicos&#8221; foram estabelecidos.</p>
<p style="text-align: left;">Nossa colega Patsy escreve, dirige e atua nesse espetáculo que conta com cinco carismáticas personagens e os convidados Caio Prates e João Carlos Castanha.</p>
<p style="text-align: left;">No programa do Show, Patsy apresenta os quadros: A Faxineira ganha o Oscar, Amiga é para essas coisas, Velha de Shortinho, Periferia é uma Abstração e Celebridade instantânea. Todas as histórias captam momentos de reflexão, autocrítica e um pouco de insanidade comum àquelas mulheres à beira de um ataque de nervos. Entre os temas, filhos, separação, conquistas, amigas, namorados, empregadas, stress, solidão, busca pela beleza e juventude.</p>
<p style="text-align: left;">Será feita uma única apresentação no Teatro Hebraica, João Telles, 508, no dia 25/05/2010 às 21h.<br />
Os ingressos serão vendidos a R$ 20,00 no dia do espetáculo, mas comprando com qualquer um da equipe do &#8220;30 Segundos&#8221; saem por R$ 10,00!<br />
É uma grande oportunidade de ir curtir uma peça ótima e divertida e de quebra auxiliar outro projeto cultural que estará em breve enriquecendo a nossa TV. <img src='http://www.jessicabalbuena.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: left;">Solicitem os ingressos através do meu e-mail <a href="mailto:jessika_balbuena@hotmail.com">jessika_balbuena@hotmail.com</a><br />
Twitter @jessicabalbuena<br />
Ou simplesmente comentem no blog <img src='http://www.jessicabalbuena.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: left;">Esse é o primeiro projeto que participo que toma essas proporções, então eu nem preciso dizer como isso tá sendo importante, né?</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignright size-medium wp-image-211" title="..." src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2010/05/imagem-3-300x192.jpg" alt="..." width="300" height="192" /></p>
<p style="text-align: left;">Em breve teremos uma divulgação mais ampla dessa parceria, além de agora eu estar postando simultaneamente as notícias sobre o &#8220;30 Segundos&#8221; no blog da Produção Audiovisual da Ulbra. Agradeço ao Pierre por ter me convidado pra fazer parte do blog também, onde são postadas notícias, análises, projetos em andamento e qualquer outra quentinha do mundo do Cinema e da Comunicação. Aí vai o endereço, confiram meus posts e tudo mais que acontece por lá <img src='http://www.jessicabalbuena.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://http//cinemanovaulbra.blogspot.com/">http://http://cinemanovaulbra.blogspot.com/</a></p>
<p style="text-align: left;">Então pra confirmar:</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Gozadas&#8221; dia 25/05, às 21hs&lt;span class=&#8221;street-address&#8221;&gt;<br />
No Teatro Hebraica,<br />
Rua General João Telles, 508<br />
Bom Fim, Porto  Alegre<br />
R$ 10,00 o ingresso com o pessoal do &#8220;30 Segundos Épicos</p>
<p style="text-align: left;">beijos,<br />
até mais!</p>
</div>
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		<title>Making-of &#8220;30 Segundos Épicos&#8221;</title>
		<link>http://www.jessicabalbuena.com/making-off-30-segundos-epicos/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 04:27:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[E aí pessoas,
Agora farei um acompanhamento semanal do making-off do projeto que estamos produzindo na cadeira de Realização 1 chamado &#8220;30 Segundos Épicos&#8221;.
Ele é o piloto de um programa que será veiculado na Ulbra TV chamado &#8220;Casos Especiais&#8221;, onde diferentes histórias serão contadas em cada episódio, o que trará muitas chances de divulgar o trabalho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E aí pessoas,</p>
<p>Agora farei um acompanhamento semanal do making-off do projeto que estamos produzindo na cadeira de Realização 1 chamado &#8220;30 Segundos Épicos&#8221;.</p>
<p>Ele é o piloto de um programa que será veiculado na Ulbra TV chamado &#8220;Casos Especiais&#8221;, onde diferentes histórias serão contadas em cada episódio, o que trará muitas chances de divulgar o trabalho dos estudantes de Audiovisual da universidade.</p>
<div id="attachment_182" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img class="size-full wp-image-182" title="foto-ulbra-tv-22" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2010/05/foto-ulbra-tv-22.jpg" alt="Equipe de roteiro discutindo sobre o screenplay (já finalizado)." width="408" height="308" /><p class="wp-caption-text">Equipe de roteiro discutindo sobre o screenplay (já finalizado).</p></div>
<p>Isso é uma parceria que realmente vale ouro e que os mais antigos alunos do curso não tiveram ao seu favor, mas que agora tem de ser mais é aproveitada da melhor maneira possível. A simples ideia de fazer um curta já envolve complicações o suficiente para terminá-lo, a divulgação futura seja participando de festivais, ganhando ou não, é só lucro pelo trabalho feito. Ninguém tem isso na cabeça ao fazer um projeto, o resto é a sorte e os contatos que encaminham.</p>
<p>Isso significa que ter uma oportunidade como essa de veicular qualquer produto que seja na TV é uma coisa além do esperado pelos alunos da área.</p>
<p>Então, pessoal, é arregaçar as manguinhas e trabalhar!</p>
<div id="attachment_183" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img class="size-full wp-image-183" title="foto-ulbra-tv" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2010/05/foto-ulbra-tv.jpg" alt="A galera na reunião na Ulbra TV que acontece toda terça-feira." width="408" height="308" /><p class="wp-caption-text">A galera na reunião na Ulbra TV que acontece toda terça-feira.</p></div>
<p>Em breve, estaremos contando com o apoio de Patsy Cecato (nossa colega) que está produzindo uma peça de teatro em que parte do valor dos ingressos será destinado aos fundos de produção desse projeto. Muito em breve postarei novamente informando datas e horários para os interessados em teatro e em ajudar esse bando de universitários desesperados <img src='http://www.jessicabalbuena.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> hauahua.</p>
<p>Fiquem atentos.</p>
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		<title>O Leitor que não Muda</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 23:17:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Bernhard Schlink]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme &#8220;O Leitor&#8221; de Stephen Daldry, adaptação do livro homônimo de Bernhard Schlink, retrata a conturbada história de amor de Michael e Hanna, que inicia com uma grande diferença de idade; Michael tem 15 anos e Hanna 36. O relacionamento é uma troca fria de favores: Ele transmite cultura à companheira e ela lhe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-173" title="filme_o-leitor_cartaz2" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2010/04/filme_o-leitor_cartaz2-150x150.jpg" alt="filme_o-leitor_cartaz2" width="150" height="150" />O filme &#8220;O Leitor&#8221; de Stephen Daldry, adaptação do livro homônimo de Bernhard Schlink, retrata a conturbada história de amor de Michael e Hanna, que inicia com uma grande diferença de idade; Michael tem 15 anos e Hanna 36. O relacionamento é uma troca fria de favores: Ele transmite cultura à companheira e ela lhe ajuda com amadurecimento sexual e psicológico. No entanto, após um verão de relacionamento intenso e submisso, Michael vê-se abandonado por Hanna, aparentemente sem motivo algum.</p>
<p>Anos depois, Michael, agora estudante de Direito, reencontra-a em um tribunal que acusa antigas guardas nazistas principalmente pela morte de aproximadamente 300 mulheres judias. E é aí que a história degringola.</p>
<p>A obra literária já possui problemas de narrativa, pois o drama criado na primeira parte do livro não corresponde emocionalmente às resoluções que seguem.<br />
O cerne do problema está no protagonista pouco ativo, Michael, que não persegue seu objetivo.<br />
Está certo que a própria história impõe que o personagem é covarde, mas a falta de transformação moral do protagonista é o que derruba a tensão bem construída no início do livro ou do filme.</p>
<p>A adaptação cinematográfica peca no mesmo aspecto. Existiram tentativas do roteirista de elaborar uma leve mudança no caráter de Michael, no entanto, as alterações não são suficientemente fortes para explorar a dramaticidade que poderia haver.</p>
<p>A ideia central do mistério que envolve a personagem e de sua condenação, pode ser considerada banal, quando ela ou Michael poderiam muito bem entrar em acordo e contá-lo na corte. No filme há uma tentativa de fazer com que o personagem tente conversar com Hanna, orientado por seu professor de Direito que isso era o certo a fazer, mas a covardia não o deixa realizar o ato.</p>
<p>O pior é que no livro isso nem é feito. O protagonista vai pedir conselhos ao seu pai se deve contar à corte sobre o segredo dela ou não, seu pai lhe diz que não e ele não vai. Ora, se isso é jeito de se fazer uma história, um personagem passivo sem atitude nem para dar um clímax ao enredo.</p>
<p>Apesar de adotar o roteiro clássico e não conseguir cumpri-lo, pode ser que o filme seja realista, verossímil com o mundo real. Pois existe a possibilidade de irmos ao cinema para ver alguém mudar apenas porque nós não mudamos.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/cvetFE0usmQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/cvetFE0usmQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>“Pequeno Grande Homem” e as convenções do Western</title>
		<link>http://www.jessicabalbuena.com/pequenograndehomem/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 23:46:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Bom, como faz séculos que eu não posto, to sem tempo  e achei um trabalho meu do semestre passado de Análise do Audiovisual, está aí.
O filme “Pequeno Grande Homem” (Arthur Penn, 1970) é uma contradição aos diversos códigos estabelecidos pelo gênero Western.
O dogma presente e mais contrariado pelo citado longa-metragem é a relação entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, como faz séculos que eu não posto, to sem tempo  e achei um trabalho meu do semestre passado de Análise do Audiovisual, está aí.</p>
<p>O filme “Pequeno Grande Homem” (Arthur Penn, 1970) é uma contradição aos diversos códigos estabelecidos pelo gênero Western.</p>
<p>O dogma presente e mais contrariado pelo citado longa-metragem é a relação entre índios e colonizadores. Nos mais tradicionais filmes desta subdivisão (tais como “No Tempo das Diligências”), o índio é abordado como uma força selvagem da natureza, que deve ser contida e exterminada para a paz da nação, enquanto o colonizador assume o papel de mensageiro da lei e ordem nos territórios indígenas.</p>
<p>Neste filme, a filosofia de vida da tribo cheyenne que sempre acolhe o desencaminhado Jack Crabb, é a mensagem de paz e respeito pela vida necessários ao homem branco dado à carnificina.<br />
O fato de acolherem o jovem branco que perdeu sua família, demonstra a afetuosidade do povo indígena perante um desprotegido. A confiança depositada em uma figura de outra etnia que se torna até mesmo um herói dentre o povo, mostra a aceitação com que o índio recepciona seu semelhante, tão divergente quando se trata de princípios.<br />
Através do ancião da tribo se pode perceber as posições do índio perante os ataques dos colonos. A primeira atitude do povo é de recepção, de tratar as invasões e guerras como mal-entendidos que poderiam ser desfeitos através de uma interação amigável. Porém, à medida que as investidas tornam-se banais, o sentimento de desentendimento dos atos do homem branco propaga-se pela comunidade, gerando apenas a necessidade de se defender, resultando, por fim, na perca da fé dos nativos na consciência e integridade dos colonizadores.</p>
<p>O colonizador é retratado com sua verdadeira face, principalmente pelo personagem General Armstrong Custer que é apresentado como um homem cruel e orgulhoso, porém sem perder o tom cômico que acompanha todo o longa-metragem.</p>
<p>Outro contraponto diante das convenções do Velho Oeste é a luta simbólica entre o bem e o mal, antes representada respectivamente pelo cawboy solitário e pela colonização; e do outro lado pelos bandidos e índios, vistos como a escória social.<br />
Os papéis neste caso são invertidos, sendo os indígenas para quem o espectador torce sem muita esperança, e os colonizadores o motivo do desejo de punição.</p>
<p>A figura do herói também é distorcida no filme. Diferente de “Os Brutos Também Amam”, onde o “mocinho” é o vaqueiro íntegro, digno e corajoso, que modifica a vida de uma pequena cidade, através de seus transparentes atos; e também contrário à índole duvidosa dos protagonistas de “Meu Ódio Será Tua Herança”, o personagem principal em“Pequeno Grande Homem”, Jack Crabb, é incapaz de matar mesmo o assassino de sua família. Sua covardia é um traço que marca toda sua vida. É o que o faz se unir ora aos índios, ora aos colonizadores, acompanhado de sua grande incerteza da vida. Essa concepção de herói não fica entre nenhum dos extremos; o personagem está longe de ser um assassino, mas também se distancia da coragem à moda John Wayne, herdando deste apenas a integridade.</p>
<p>A imagem da mulher também não é retratada com a dignidade imposta pelos outros nomes do gênero. Louise Pendrake encaixaria-se no perfil de dama redentora, no entanto, descobre-se que sempre fora uma promíscua de consciência duvidosa e que o tempo não mudou essa sua tendência. A personalidade feminina que chama atenção por sua força e garra é decididamente Raio de Sol, a jovem índia que suporta sem ruído as dores de um parto e de sua morte em busca da proteção da prole.</p>
<p>Nota-se pela época em que foi feito (1970) que o filme tem uma nova visão e conhecimento dos fatos históricos que os antigos não tinham. O tempo esclareceu as situações o suficiente para que se fizesse algo que retratasse o vilão e o “mocinho” corretamente. Os próprios ataques às aldeias apresentados no longa, fazem referência à Guerra do Vietnã que ocorria no momento presente. A identificação com os índios é o que torna o filme mais humano. Tal qual “Dança com Lobos”, o laço afetivo do espectador é feito com quem, de fato, mereceria.</p>
<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QwgnDn8ez9g&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/QwgnDn8ez9g&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>
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		<title>Laranja Mecânica</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 02:59:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[A Clockwork Orange]]></category>

		<category><![CDATA[Anthony Burgess]]></category>

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		<category><![CDATA[Malcolm McDowell]]></category>

		<category><![CDATA[Stanley Kubrick]]></category>

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		<description><![CDATA[



Inglaterra (Hawk, Polaris, Warner Bros.) 137 min. P&#38;B/Cor


Idioma: Inglês


Direção: Stanley Kubrick


Roteiro: Stanley Kubrick, baseado no livro de Anthony Burgess


Fotografia: John Alcott


Elenco: Malcolm McDowell, Patrick Magee, Michael Bates, Warren Clarke, John  Clive, Adrienne Corri, Carls Duering, Paul Farell, Clive Francis, Michael Gover, Miriam Karlin, James Marcus, Aubrey Morris, Godfrey Quigley, Sheila Raynor.



Após quase um século sem  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-134" title="a-clockwork-orange" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2009/09/a-clockwork-orange-215x300.jpg" alt="a-clockwork-orange" width="215" height="300" /></p>
<table class="MsoTableGrid" style="border-collapse: collapse; mso-border-alt: solid windowtext .5pt; mso-yfti-tbllook: 480; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-border-insideh: .5pt solid windowtext; mso-border-insidev: .5pt solid windowtext;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="height: 12.7pt;">
<td style="border: 1pt solid windowtext; padding: 0cm 5.4pt; width: 448.9pt; height: 12.7pt; background-color: transparent;" width="599" valign="top"><strong><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana;">Inglaterra</span></strong><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span><span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana;">(Hawk, Polaris, Warner Bros.) 137 min. P&amp;B/Cor</span></td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 1;">
<td style="padding: 0cm 5.4pt; width: 448.9pt; background-color: transparent;" width="599" valign="top"><strong><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana;">Idioma:</span></strong><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span><span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana;">Inglês</span></td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 2;">
<td style="padding: 0cm 5.4pt; width: 448.9pt; background-color: transparent;" width="599" valign="top"><strong><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana;">Direção:</span></strong><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span><span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana;">Stanley Kubrick</span></td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 3;">
<td style="padding: 0cm 5.4pt; width: 448.9pt; background-color: transparent;" width="599" valign="top"><strong><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana;">Roteiro:</span></strong><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span><span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana;">Stanley Kubrick, baseado no livro de Anthony Burgess</span></td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 4;">
<td style="padding: 0cm 5.4pt; width: 448.9pt; background-color: transparent;" width="599" valign="top"><strong><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana;">Fotografia:</span></strong><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span><span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana;">John Alcott</span></td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 5; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="padding: 0cm 5.4pt; width: 448.9pt; background-color: transparent;" width="599" valign="top"><strong><span style="font-size: 7.5pt; color: black; font-family: Verdana; mso-ansi-language: EN-US;" lang="EN-US">Elenco:</span></strong><span style="mso-ansi-language: EN-US;" lang="EN-US"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span></span><span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; mso-ansi-language: EN-US;" lang="EN-US">Malcolm McDowell, Patrick Magee, Michael Bates, Warren Clarke, John  Clive, Adrienne Corri, Carls Duering, Paul Farell, Clive Francis, Michael Gover, Miriam Karlin, James Marcus, Aubrey Morris, Godfrey Quigley, Sheila Raynor.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Após quase um século sem  posts, retorno com um sobre este clássico controverso e polêmico que ainda não tinha visto até esta semana.</p>
<p>Laranja Mecânica é digamos, uma ficção científica, por se passar em um futuro indeterminado muito próximo a nossa realidade atual.</p>
<p>O enredo conta a história de um grupo de rapazes que adotam como prazeres e passa-tempo a violência, estupro, invasão de residências, &#8220;leite&#8221; e no caso de Alex, o protagonista, Beethoven.</p>
<p>Em meio a esse ambiente bem &#8220;horrorshow&#8221;, Alex é capturado pela polícia e, após dois anos na prisão, é submetido a uma técnica experimental de cura de delinquentes que não passa de uma lavagem cerebral que elimina qualquer traço de vontade própria e autodefesa. O método Ludovico, consiste em injetar drogas que causam dor física no paciente e colocá-lo para assistir vídeos de violência extrema (como a praticada pelos droogs), para que assim ele relacione o ato violento ao desconforto e reprima qualquer instinto opressivo por condicionamento.</p>
<p>Não é nada complexo fazer um paralelo com nossa presente sociedade, na verdade esse é o verdadeiro propósito do filme, não divulgar a violência como a censura acaba pregando. Isso é o que determina se o espectador fará uma interpretação coerente com o longa ou se sairá por aí praticando a chamada &#8220;ultra-violência&#8221; do filme.</p>
<p>Alex seria como um jovem perturbado de nossos tempos, que finge estar com alguma dor ou doença para não ir à</p>
<div id="attachment_137" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-137" title="a-clockwork-orange1" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2009/09/a-clockwork-orange1-300x241.jpg" alt="Alex e os Droogs na Leitaria, que equivale aos bares e outros distribuidores de drogas de hoje em dia." width="300" height="241" /><p class="wp-caption-text">Alex e os Droogs na Leitaria, que equivale aos bares e outros distribuidores de drogas de hoje em dia.</p></div>
<p>escola e em que os pais acreditam para não se incomodarem em assumir uma postura paterna. O leite são as drogas que se tornam o combustível para a irresponsabilidade e violência, e os Droogs são sua fiel gangue de capangas subordinados que só buscam um líder para seguir e dar suporte às suas necessidades.</p>
<p>Existe também a figura do assistente social, que apenas se preocupa que o número de jovens recuperados por ele seja maior do que o de delinquentes que acabam na cadeia, estes últimos que apenas enegrecem sua ficha profissional.</p>
<p>Outras figuras desprezíveis que representam nossas autoridades também estão presentes, como o Ministro, porta-voz do governo, que no primeiro momento apóia e divulga o método Ludovico apenas para adquirir votos e dar uma trégua à superlotação das penitenciárias, mostrando que o ser humano por trás do eleitor, na verdade não é sua prioridade.</p>
<p>A visão dos representantes religiosos também é turva, pois, mesmo percebendo a desumanidade cometida, não interferem com maior atitude quando descobrem que o seu trabalho de tentar converter os desvirtuados está quase acabado.</p>
<p>O personagem Alex, em minha concepção, é desprezível em todo o longa-metragem. Mesmo como vítima, em nenhum momento sente-se pena dele, muito pelo contrário.</p>
<p>Em cenas como a invasão da mansão futurística de um escritor, onde os droogs o espancam e estupram sua mulher, o espectador choca-se e sente-se desconfortável, mas quando Alex é quem assiste a tais cenas em acessos ininterruptos de dor, quem se deleita e demonstra seu sadismo em relação a punição dos maus é o verdadeiro espectador.</p>
<p>Em certa altura da história, Alex descobre que seus ex-companheiros de gangue se tornaram policiais retratando o que de fato acontece, os antigos marginais acabam transformando-se em nossos oficiais de polícia apenas para cometer mais atrocidades em um meio mais influente.</p>
<p>Quando o método Ludovico é desmascarado para a sociedade após uma tentativa de suicídio de Alex, o governo, agora enfraquecido, tenta reverter o processo de condicionamento do ex-delinquente, para recuperar os votos. E o resultado é a volta de um velho vândalo ao seu hábitat natural.</p>
<p>Em termos técnicos, o filme é uma obra de arte. As composições coloridas de Kubrick, instigam estranhamente a confusão, apesar da simetria das mesmas. Por possuir poucos planos próximos e closes, as cenas conduzem ao nervosismo por não obedecerem a tendência do espectador de esperar a aproximação.</p>
<p>E em suma, o ambiente do filme é completamente desobediente, ao tratar de jovens que não se enquadram na sociedade, autoridades que não condizem com seus títulos e ao provocar o espectador, mostrando a violência e o sadismo que ele mesmo cultua em seu grupo social e dentro de si mesmo.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5n2NXuQ5ako&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5n2NXuQ5ako&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>OutraWeb</title>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 20:35:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Divagações Pessoais]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho o prazer de contribuir para a divulgação de um ótimo blog sobre Internet, Tecnologia, Programação e outros assuntos relacionados à Web.
Criado por meu namorado, Roberto Martins, o blog auxilia na escolha e uso de serviços da Web e produtos tecnológicos que todos necessitam.
Acesse:  www.outraweb.com
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.outraweb.com" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-125" title="OutraWeb" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2009/05/fwqebg-150x150.jpg" alt="fwqebg-150x150" width="150" height="150" /></a>Tenho o prazer de contribuir para a divulgação de um ótimo blog sobre Internet, Tecnologia, Programação e outros assuntos relacionados à Web.</p>
<p>Criado por meu namorado, Roberto Martins, o blog auxilia na escolha e uso de serviços da Web e produtos tecnológicos que todos necessitam.</p>
<p>Acesse:  <a href="http://www.outraweb.com" target="_blank">www.outraweb.com</a></p>
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		<title>Persepolis</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 01:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<category><![CDATA[marjane satrapi]]></category>

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		<description><![CDATA[Persepolis é um filme de 2007, dirigido por Vincent Parannaud e escrito por Marjane Satrapi, que conta sua autobiografia baseada na HQ de mesmo nome.
O que chama atenção na estética do filme é justamente a maneira simples e bela com que é feita a animação, quase toda em preto e branco, linhas bem traçadas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-108" title="persepolis1" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2009/05/persepolis1-225x300.jpg" alt="persepolis1" width="225" height="300" />Persepolis é um filme de 2007, dirigido por Vincent Parannaud e escrito por Marjane Satrapi, que conta sua autobiografia baseada na HQ de mesmo nome.</p>
<p>O que chama atenção na estética do filme é justamente a maneira simples e bela com que é feita a animação, quase toda em preto e branco, linhas bem traçadas e a forma quase infantil dos desenhos.<br />
Muito diferente dos desenhos &#8220;ultra-tecnológicos&#8221;, em 3D que circulam pela mídia hoje em dia, Persepolis depõe essa ideia de que boa animação é cheia de efeitos e formas bem próximas da realidade.<br />
A própria Marjane recusou recursos oferecidos para tornar o desenho mais real. E vendo o resultado, enxergamos o por que desta escolha.<br />
Isto tornou-se a meta dos desenhistas atualmente, igualar uma animação à vida real. A magia de um desenho tem sido esquecida, pois, estamos tão fixados no que a tecnologia pode nos proporcionar que queremos construir universos idênticos ao nosso e esquecemos de ampliar nossa capacidade criativa que apenas as coisas simples podem oferecer. Por que criar algo que podemos ver todo dia se podemos fazer com que a nossa imaginação seja vista?<br />
De fato, se a história fosse mostrada de uma forma mais convencional não seria tão interessante.</p>
<p>O filme narra a história de Marjane Satrapi, ainda menina, que mora no Irã e presencia fatos conturbados como a Revolução Islâmica, com a queda do regime do Shah que mantinha uma política ditatorial opressiva com infiltração dos costumes ocidentais impostos pelas nações capitalistas como EUA e Reino Unido. Isso gerou uma revolta que culminou na política teocrática ainda presente na região.</p>
<p>A animação ilustra bem a esperança da família de Marjane a respeito da nova república e a frustração quando viram como ia terminar a situação.<br />
Acostumada com uma vida livre, Marjane começa a sentir-se presa com os novos hábitos; o véu, a proibição de festas, do álcool e o pudor excessivo.</p>
<div id="attachment_113" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-113" title="persepolispunk" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2009/05/persepolispunk-300x200.gif" alt="A rebeldia de Marjane" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">A rebeldia de Marjane</p></div>
<p>Marjane, desde pequena lutou por seus ideais. Quando o tio é preso e morto ela se revolta e questiona o posicionamento das irmãs religiosas que lecionam na escola, alegando que no novo regime não há prisioneiros políticos.<br />
Tanta rebeldia acaba lhe rendendo um passaporte para a Aústria, pois seus pais veem que a situação ficaria difícil demais para a garota suportar.</p>
<p>Lá a menina passa sua adolescência cercada pela cultura alternativa, mas quando se depara com o pensamento de falta de sentido na vida que seus amigos punks tanto pregam, se decepciona e sente-se deslocada.</p>
<div id="attachment_110" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-110" title="persepolis-500-04_11" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2009/05/persepolis-500-04_11-300x199.jpg" alt="Marjane e seu namorado canalha" width="300" height="199" /><p class="wp-caption-text">Marjane e seu namorado canalha</p></div>
<p>A questão das paixões adolescentes de Marjane é mostrada de uma forma bem divertida. Com um &#8220;dedo podre&#8221; para homens ela vai de um primeiro amor por um homossexual a um namorado que a trai, o que lhe rende uma boa depressão e um longo período morando nas ruas.</p>
<p>Frágil e doente, ela retorna para Teerã, sua cidade natal, onde, mesmo com a repressão da sociedade, reencontra suas forças para lutar contra as injustiças e retomar sua vida.</p>
<p>Após um casamento que termina em divórcio, Marjane decide, com a ajuda dos pais, que deve ir para a França onde pode expor melhor sua criatividade e ideias.</p>
<p>Como muitos filmes baseados em histórias reais, o final fica meio &#8220;no ar&#8221;, mas não se pode julgar o filme inteiro apenas pelo fim, pois afinal, a história não terminou ainda.</p>
<p>Persepolis é muito cativante, com seus personagens carismáticos e enredo real e sensível, permeado por política, opressão, adolescência e uma longa busca por auto-conhecimento.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/3PXHeKuBzPY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/3PXHeKuBzPY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Adeus, Lenin!</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 17:46:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Adeus Lenin!]]></category>

		<category><![CDATA[Alemanha Ocidental]]></category>

		<category><![CDATA[Alemanha Oriental]]></category>

		<category><![CDATA[Muro de Berlim]]></category>

		<category><![CDATA[socialismo]]></category>

		<category><![CDATA[Wolfgang Becker]]></category>

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		<description><![CDATA[Adeus, Lenin! é um filme de Wolfgang Becker que retrata a vida de uma família alemã passando pelo período da queda do Muro de Berlim.
A mãe de Alex, o rapaz da família, é uma socialista entusiasta, que defende com ardor o regime. Quando encontra seu filho em uma manifestação contra o Muro sofre um ataque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pr.senai.br/portaleducacional/dbimages/adeus_lenin%5B14676%5D.jpg" alt="" width="190" height="270" />Adeus, Lenin! é um filme de Wolfgang Becker que retrata a vida de uma família alemã passando pelo período da queda do Muro de Berlim.</p>
<p>A mãe de Alex, o rapaz da família, é uma socialista entusiasta, que defende com ardor o regime. Quando encontra seu filho em uma manifestação contra o Muro sofre um ataque cardíaco e entra em coma e nele permanece durante meses. Não acompanha todo o desenrolar dos protestos e não presencia nem mesmo a queda do Muro.</p>
<p>Ao acordar do coma, ela está debilitada e precisa de repouso e passar uma temporada longe de emoções fortes, o que se torna um grande obstáculo para Alex, que precisa esconder toda a situação política do seu país para não chocar sua mãe.</p>
<p>O filme é uma comédia porque as formas que o Alex utiliza para esconder a</p>
<div id="attachment_88" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-88" title="adeus-lenin07" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2009/05/adeus-lenin07-300x216.jpg" alt="Alexander Kerner (Daniel Brühl) e Christine Kerner (Katrin Sab), a mãe socialista." width="300" height="216" /><p class="wp-caption-text">Alexander Kerner (Daniel Brühl) e Christine Kerner (Katrin Sab), a mãe socialista.</p></div>
<p>verdade de sua mãe trazem a graça para o filme. Enquanto ela apenas quer saber o que aconteceu durante o tempo que esteve dormindo, a mentira resolve esse problema, mas quando começa a querer ver televisão e atualizar-se surge mais um obstáculo. Por isso, Alex até cria um canal de televisão exclusivo, com a ajuda de seu amigo cineasta, que passa reportagens repetidas sobre o socialismo. Outra fato desse tipo acontece quando ela deseja comer coisas de marcas que só existiam na Alemanha Oriental e Alex precisa procurar e dar um jeito de trocar rótulos novos por antigos, etc.</p>
<p>O filme é bem didático, tanto que logo depois que vi, soube que minha irmã assistiu na escola, para explicar melhor a Queda do Muro e sobre Alemanha Oriental e Ocidental. Isso foi o que mais gostei dele, adoro História.</p>
<p>Mas, em suma, o filme é meio fraquinho. Os momentos engraçados e históricos tornam-o divertido, mas em questão de psicologia não é muito grandioso.</p>
<p>Ah, tem um momento que é o mais dramático do filme, quando Alex e sua irmã descobrem o que realmente aconteceu com seu pai. Segundo o que sua mãe lhes contara, enquanto ele trabalhava lá pelos lados da Alemanha Ocidental, se envolveu com uma mulher e foi embora, largando esposa e filhos. No entanto, depois ela revela que ele estava tendo dificuldades em conseguir trabalho e por isso, foi para a Alemanha Ocidental. O plano era de que após as coisas se ajeitarem, ela e os filhos seguiriam para lá também, mas o seu patriotismo é maior que o amor à família junta e para não ter que se desfazer de sua pátria socialista, se mantém no lado Oriental, e sustenta essa mentira quase até sua morte.</p>
<p>Quando isto é revelado, gera revolta, mas sabe como é né, filhos sempre perdoam e como não perdoar uma mulher que poderia morrer a qualquer momento?</p>
<p>E de fato morre. Revelam-lhe sobre o que realmente aconteceu em relação à unificação da Alemanha, mas ainda meio mascarado. Alex forja um noticiário que diz que agora a Alemanha toda é oriental e que os ideiais socialistas podem espalhar-se, começando pelo lado Ocidental. Interessante é ver como ele tenta até o fim poupar sua mãe do sofrimento de saber que tudo o que ela acreditava já não existia, e continuar crendo no sonho de uma pátria socialista por inteiro.</p>
<p>A pobre mãe, pelo menos, morre feliz.</p>
<p>Não pude deixar de notar que havia uma enorme semelhança na trilha sonora de Adeus,Lenin! e O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Acredito que tenha uma música que é até usada para os dois filmes. Trilha sensível e excelente feita pelo francês Yann Tiersen, mas que pessoalmente acho que casa melhor com o Amélie Poulain mesmo, por ser um filme muito mais delicado.</p>
<p>Ok, resumindo, o filme é bem idealista em questão de política, didático, histórico, aliás todos esses pontos são muito bem abordados,  mas no roteiro falta aquilo, sabe? Um pouquinho mais de intensidade e psicologia fariam dele um filme bem legal, mas a escolha foi por um filme leve e assim, diferente de outros filmes de aspecto histórico, ele fica gravado, levemente, na nossa memória .</p>
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