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	<title>The stories that you read but never write.</title>
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		<title>O Palhaço</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 00:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jessica Balbuena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
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		<description><![CDATA[O Palhaço, filme de Selton Mello, conta a história de Benjamim (Selton Mello) e seu pai Valdemar (Paulo José), donos do Circo Esperança que chega a uma cidadezinha do interior trazendo alegria aos habitantes. O problema é que Benjamim já não vê mais graça no mundo circense e resolve ir atrás de seus sonhos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/12/o-palhaço.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-447" title="o-palhaço" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/12/o-palhaço-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>O Palhaço</em>, filme de Selton Mello, conta a história de Benjamim (Selton Mello) e seu pai Valdemar (Paulo José), donos do Circo Esperança que chega a uma cidadezinha do interior trazendo alegria aos habitantes. O problema é que Benjamim já não vê mais graça no mundo circense e resolve ir atrás de seus sonhos e mudar de vida.</p>
<p>Podemos dizer que <em>O Palhaço</em> é um filme que trabalha com um entendimento em camadas, preocupando-se com público e crítica. O início é constituído principalmente de um humor ingênuo e algumas vezes negro, ironizando a situação precária nos bastidores do circo. Achei a parte mais frágil do roteiro, as piadas parecem servir como uma forma de chamar a atenção do grande público, porém, isso prejudicou um pouco a apresentação dos personagens. Eu, por exemplo, não entendi de cara a razão do marasmo de Benjamim. Parece que a atenção de Selton Mello estava mais focada em prender os espectadores do que na premissa, mas levando em conta a reação na sala de cinema, acho que deu certo.</p>
<p>O filme faz um interessante paralelo entre a visão do público e dos trabalhadores circenses. Vemos o circo retratado de uma maneira mágica e quase glamourosa, que traz a alegria e a fuga da rotina aos espectadores. No entanto, o olhar tedioso de Benjamim nos guia pelos bastidores, mostrando que, para eles, aquilo não é mais novidade. As interpretações, em alguns momentos, lembram o eterno palhaço Chaplin e a influência de Fellini com suas homenagens ao circo é  evidente.</p>
<p>A partir do meio do filme , quando o circo vai para outra cidade, o filme se intensifica e os personagens ganham outras dimensões. Benjamim que não tem nenhum documento a não ser sua certidão de nascimento, está obcecado pela ideia de possuir um ventilador, um objeto tão simples que, na visão dele, melhoraria muito sua vida. O sentimento de deslocamento é transmitido maravilhosamente em um diálogo de Selton Mello: &#8220;Eu faço o povo rir, mas quem vai me fazer rir?&#8221;. Temos uma função na sociedade, um público a agradar, mas a nossa individualidade não é valorizada.</p>
<p>O filme faz pensar em como idealizamos nossa vida, pensando que a felicidade vai estar em um ventilador, em um emprego melhor, em uma vida na cidade, mas que na verdade isso só serve para modificar nossa personalidade e causar um sentimento de deslocamento maior que nos faz querer voltar para a vida anterior, com tudo que conhecemos e sabemos fazer. Acho que a sensação de leveza que Selton Mello quis imprimir não se aplicou a mim que sai revoltada com a conformidade do desfecho, e ao mesmo tempo feliz que o carismático personagem tenha encontrado seu lugar. Mas o fato é que Benjamim não seria o mesmo se não tivesse buscado seus sonhos e ambições, então é melhor continuar indo atrás, mesmo que se prove que éramos mais felizes antes.</p>
<p><iframe width="500" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/H5qReKA8sD0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Terra em Transe: Esperança, luta e desilusão</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 16:16:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jessica Balbuena</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Terra em Transe (Glauber Rocha, 1967) narra a vivência política do jornalista e poeta Paulo Martins (Jardel Filho) que oscila entre seu antigo padrinho Porfírio Diaz (Paulo Autran), representante paternalista de direita, e Dom Felipe Vieira (José Lewgoy), líder populista eleito governador da província de Alecrim. Paulo decide abandonar Diaz, pois percebe sua falta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_429" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/11/terraemtranse2.jpg"><img class="size-medium wp-image-429" title="terraemtranse2" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/11/terraemtranse2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Paulo Martins entra em conflito com seu padrinho paternalista, Porfírio Diaz.</p></div>
<p><em>Terra em Transe</em> (Glauber Rocha, 1967) narra a vivência política do jornalista e poeta Paulo Martins (Jardel Filho) que oscila entre seu antigo padrinho Porfírio Diaz (Paulo Autran), representante paternalista de direita, e Dom Felipe Vieira (José Lewgoy), líder populista eleito governador da província de Alecrim.</p>
<p>Paulo decide abandonar Diaz, pois percebe sua falta de interesse em modificar a situação corrente e suas ações para sufocar a liberdade artística quando o assunto é política. Conhece então, Sara (Glauce Rocha), ativista que partilha de seus mesmos ideais, e resolvem escolher um líder político progressista que vá promover uma revolução social.</p>
<p>Após a eleição, percebemos que Vieira é fraco e incapaz de incentivar mudanças, pois descumpre as promessas que faz e abafa violentamente uma revolta de camponeses. A cena em que um mal articulado camponês se aproxima de Vieira para pedir soluções e é interrompido por ele, que apenas concorda e avisa para anotarem a reclamação do homem, traduz bem o descaso dos governantes para com o povo submisso.</p>
<p>Depois da traição de Vieira, Paulo é convencido por Sara e seu grupo de “radicais” a denegrir a imagem do antigo líder, Diaz, pois apenas no governo de Vieira terão chance de levar a revolução adiante. Porém, Paulo já não sabe mais que rumo tomar, sua desilusão o desprende de tudo em que acredita e ele volta à boemia que funciona como uma venda nos olhos dos intelectuais.</p>
<p>Quando Paulo resolve acordar de seu torpor e reagir fisicamente, é morto e silenciado pelas forças policiais.</p>
<p>O filme possui a linguagem do realismo fantástico que possibilita diversas alegorias sobre a situação política do Brasil após o Golpe Militar de 1964. Não foi absorvido pelo público, porém, teve repercussão no exterior, recebendo prêmios no Festival de Cannes, Havana e Locarno. A alegoria sempre se mostrou na filmografia do diretor, mas esse filme em especial, não poderia ter sido feito de uma forma mais direta devido à censura militar. Contudo, não se pode negar que sempre foi uma obra apreciada por intelectuais do cinema, mostrando que, como afirma Jean-Claude Bernardet, é uma obra não direcionada ao povo, e sim à classe média, característica enraizada e muitas vezes negada pelo Cinema Novo.</p>
<p>A oscilação entre diferentes pólos já estava presente na obra de Glauber Rocha em <em>Deus e o Diabo na Terra do Sol</em> e <em>Barravento</em>. Porém, nos outros filmes, é mostrada uma esperança de revolução ausente em <em>Terra em Transe</em>.</p>
<p>Paulo é a representação do estado de espírito de Glauber Rocha e da intelectualidade brasileira, que não tinha a quem recorrer ou se filiar. Uma geração sentia-se de mãos atadas. E quando recorria ao povo, tentando incentivá-lo à ação, percebia o quanto era desacreditado da própria força, a ponto de uma pequena repressão silenciá-lo por décadas.</p>
<div id="attachment_430" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/11/terra-em-transe-16.jpg"><img class="size-medium wp-image-430 " title="terra em transe 16" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/11/terra-em-transe-16-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Camponês detido pelo governo.</p></div>
<p>A cena em que estimulam um sindicalista chamado Jerônimo a falar mostra o quanto o povo é despreparado para gerar uma revolta organizada. E quando um verdadeiro camponês, atordoado com a falta de voz de quem deveria representá-lo pede a palavra é acusado de extremismo e linchado pelos capangas do governo, fazendo alusão às torturas ocorridas no período.</p>
<div id="attachment_431" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/11/terra-em-transe.jpg"><img class="size-medium wp-image-431" title="terra em transe" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/11/terra-em-transe-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">A incapacidade de se pronunciar e de agir.</p></div>
<p><em>Terra em Transe</em> é um filme representativo, um desabafo desesperado que ecoa até hoje na incapacidade da sociedade de encontrar uma alternativa para os problemas sociais.<br />
Mesmo não chegando ao povo, seu público-alvo, a obra promoveu reflexões entre a classe média que se questionou sobre a situação política e o papel do intelectual, buscando, através da liberdade de expressão, uma maneira de fazer a mensagem de ação ser entendida.</p>
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		<title>Dica de leitura: Brasil em Tempo de Cinema</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 02:37:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jessica Balbuena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[brasil em tempo de cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
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		<category><![CDATA[história cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[jean-claude bernardet]]></category>

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		<description><![CDATA[Terminei hoje a leitura de Brasil em Tempo de Cinema e, com tudo fresquinho na cabeça, não resisti e resolvi vir recomendar. Neste livro, Jean-Claude Bernardet analisa a produção cinematográfica do Brasil durante o período de 1958 a 1966, fazendo um paralelo do que representavam os personagens e os contextos desses filmes em uma sociedade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_423" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/11/1946691_4.jpg"><img class="size-medium wp-image-423" title="1946691_4" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/11/1946691_4-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Brasil em tempo de cinema - Ensaio sobre o Cinema Brasileiro de 1958 a 1966 - Jean-Claude Bernardet</p></div>
<p>Terminei hoje a leitura de <em>Brasil em Tempo de Cinema</em> e, com tudo fresquinho na cabeça, não resisti e resolvi vir recomendar.</p>
<p>Neste livro, Jean-Claude Bernardet analisa a produção cinematográfica do Brasil durante o período de 1958 a 1966, fazendo um paralelo do que representavam os personagens e os contextos desses filmes em uma sociedade em pleno Golpe Militar de 1964.</p>
<p>O livro é escrito com muita subjetividade, Bernardet colocou muito de seus anseios nele e, para quem se identifica como eu, dá vontade de sentar em uma mesa de bar com o autor e iniciar uma interminável conversa sobre a situação do cinema brasileiro da época e no que isso repercute na atualidade. Mas como eu não acredito nisso de &#8220;tudo começa em uma mesa de bar&#8221;, o material deve ser levado muito mais a sério e deve ser expandido para as mesas de estudo, universidades, debates, culminando no set de filmagem. Não há como não se questionar sobre o seu papel como cineasta e com certeza esta leitura vai me influenciar em meus próximos trabalhos.</p>
<p>Segundo o posfácio de Carlos Augusto Calil, o livro é a tese universitária de Bernardet que afirma: o cinema brasileiro é uma manifestação feita da classe média para a classe média, e não para o povo como pregavam os cinemanovistas. Ou seja, a culpa do cinema brasileiro não ser popular entre o público não se devia apenas aos problemas de distribuição. A linguagem não estava estabelecendo comunicação com seu principal alvo.</p>
<p>A ousadia dessa afirmação origina discussões até hoje e nos faz refletir sobre o Cinema da Retomada, sobre o quanto nos aproximamos e permanecemos distantes de uma linguagem que dialoga com público e crítica. Podemos analisar uma safra mais atual, como <em>Cidade de Deus</em> e <em>Tropa de Elite</em> e notar o quanto contribuíram para a elaboração de personagens dúbios e bem construídos, para um ritmo e linguagem que fez contato com o grande público. Mas uma analogia mais profunda é assunto para outro post.</p>
<p>O livro levanta também uma nova perspectiva sobre o cinema que retrata o sujeito da classe média, o homem que oscila, procurando a que se prender, em que acreditar e que escapa a duras penas da desilusão e do marasmo social. O artista (também pertencente a essa classe), fixou-se tanto em retratar o povo que se esqueceu de si e de seus maiores conflitos. Nos capítulos finais, somos incentivados a seguir esse tema de autoconhecimento através de exemplos de filmes precursores nessa abordagem: <em>São Paulo S.A.</em> (Luiz Sergio Person, 1965) e <em>O Desafio</em> (Paulo César Saraceni, 1965). Dessa forma, abre-se espaço para a liberdade de expressão, sem o estigma de fazer filmes apenas para conscientização popular. Quanto mais sincera for nossa busca por nós mesmos, mais verdadeiro nosso retrato na tela.</p>
<p><em>Brasil em tempo de cinema</em> é uma bibliografia como poucas sobre a tradição cinematográfica do país. Leia disposto a enxergar o cinema brasileiro e a você mesmo de outra forma.</p>
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		<title>Medo do Lobo Mau?</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 19:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jessica Balbuena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[A poderosa estreia de Mike Nichols no cinema, Quem Tem Medo de Virginia Woolf? de 1966, adaptação da peça homônima, é um filme que explora as relações pessoais até o seu limite. George (Richard Burton) e sua esposa Martha (Elizabeth Taylor) voltam de um jantar oferecido na casa do pai dela, também reitor da universidade onde George [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A poderosa estreia de Mike Nichols no cinema, <em>Quem Tem Medo de Virginia Woolf?</em> de 1966, adaptação da peça homônima, é um filme que explora as relações pessoais até o seu limite.</p>
<div id="attachment_407" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/09/2a46970794a0004bbc018f3dcc8ec1c33.jpg"><img class="size-medium wp-image-407" title="2a46970794a0004bbc018f3dcc8ec1c3" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/09/2a46970794a0004bbc018f3dcc8ec1c33-300x210.jpg" alt="" width="300" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">Os jogos começam na casa de George (Richard Burton) e Martha (Elizabeth Taylor).</p></div>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/09/2a46970794a0004bbc018f3dcc8ec1c32.jpg"><br />
</a>George (Richard Burton) e sua esposa Martha (Elizabeth Taylor) voltam de um jantar oferecido na casa do pai dela, também reitor da universidade onde George trabalha. Quando chegam em casa, Martha avisa que deverão oferecer estadia a um casal que também estava no jantar. Nick (George Segal), também professor da universidade, e sua esposa Honey (Sandy Dennis), logo em sua chegada, presenciam uma briga entre seus anfitriões que se intensifica e acaba envolvendo todos em um jogo de verdades e humilhações.</p>
<p>O clima tenso se instala desde os primeiros minutos de filme, onde George e Martha mantêm uma conversa cheia de desentendimentos e ofensas, até quando se comenta sobre algo simples como uma citação de um filme.</p>
<p>A premiada direção de arte feita por George James Hopkins retrata a situação financeira e emocional do casal. Na preparação para receber as visitas, Martha esconde toda a desordem da bela casa como quem esconde seus próprios segredos e, como não poderia deixar de ser, em algum momento a sujeira vem à tona.</p>
<p>Temos ótimas composições e movimentos de câmera que se encaixam muito bem no enredo. Como quando vemos George e Honey entre Martha e Nick, nos momentos em que ela se insinua para o jovem professor, na memóravel cena de George com a espingarda de brinquedo que tem um excelente emprego do zoom, e em outra cena com Sandy Dennis em que ela ouve o que seu marido e George falam sobre ela e disfarça de uma maneira incrível para manter as convenções sociais.</p>
<div id="attachment_395" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/09/20110323134347_200276_large_em-quem-tem-medo-de-virginia-woolf-1966-papel-que-lhe-rendeu-seu-segundo-oscar2.jpg"><img class="size-medium wp-image-395" title="20110323134347_200276_large_em-quem-tem-medo-de-virginia-woolf-1966-papel-que-lhe-rendeu-seu-segundo-oscar" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/09/20110323134347_200276_large_em-quem-tem-medo-de-virginia-woolf-1966-papel-que-lhe-rendeu-seu-segundo-oscar2-300x295.jpg" alt="" width="300" height="295" /></a><p class="wp-caption-text">Richard Burton na memorável cena da espingarda. </p></div>
<p>Com poucas locações, o filme se aprofunda nos segredos escondidos de cada casal, revelando o quanto podemos ser cruéis com as pessoas mais próximas e, ao mesmo tempo, depender tanto delas. Quando cantam a antiga cantiga &#8220;Quem tem medo do lobo mau?&#8221; com o trocadilho do nome da escritora Virginia Woolf, é como se fosse um aviso de que o jogo irá se aprofundar e atingir um nível ainda mais pesado.</p>
<p>Dou destaque para os maravilhosos monólogos de Burton e Taylor, o primeiro,  que nos lembramos até o fim do longa e o último que revela o amor, o ódio e a dependência destrutiva de Martha.</p>
<div id="attachment_396" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/09/Whos-Afraid-Of-Virginia-Woolf-Elizabeth-Taylor-07.jpg"><img class="size-medium wp-image-396 " title="Who's Afraid Of Virginia Woolf - Elizabeth Taylor 07" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/09/Whos-Afraid-Of-Virginia-Woolf-Elizabeth-Taylor-07-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Grande monólogo de Elizabeth Taylor.</p></div>
<p>Quem não quer estragar a emoção, que não leia, mas esse merece ser citado:</p>
<p><em>&#8221; &#8211; Sabe, apenas um homem em toda a minha vida me fez feliz. George. Meu marido. (…) George, que está em algum lugar lá fora no escuro. Que é bom para mim. Que eu insulto. Que aprende os jogos que fazemos tão rápido quanto eu os altero. Que me faz feliz – e eu nem desejo ser feliz. Sim! Eu desejo sim ser feliz. George e Martha. Triste, triste, triste. Eu não o perdoarei por ter se acomodado. Por ter me visto e dito “É, isto vai servir”. Que cometeu o hediondo, doloroso e ofensivo erro de me amar.  E deve ser punido por isso. George e Martha. Triste, triste, triste. &#8220;</em></p>
<p>O desfecho consegue ser surpreendente e ambíguo, revelando o maior segredo do casal protagonista de uma forma que deixa o espectador juntando as peças após o filme.</p>
<p>Não há como não se envolver com o amor e a loucura de George e Martha. Tudo é tão intenso que, assim como Martha, nos confundimos com a verdade e a ilusão.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/09/quem_tem_medo_de_virginia_woolf.jpg"><img title="quem_tem_medo_de_virginia_woolf" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/09/quem_tem_medo_de_virginia_woolf-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Verdade e ilusão se confundem.</p></div>
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		<title>Curta-metragem &#8220;Papéis Embaralhados&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 20:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jessica Balbuena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Portfólio]]></category>

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		<description><![CDATA[Trabalho de conclusão de curso de Fernando Muniz – Tecnólogo em Produção Audiovisual – Ulbra. Dirigido por Fernando Muniz. Co-produção com Panda Filmes. Participação como Assistente de Produção durante gravação do Flash Mob. Gravações feitas em 2010. Em finalização. &#160; &#160; Vídeo que ensina a coreografia do Flash Mob: &#160; Aparições na mídia: &#160; Blog: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalho de conclusão de curso de Fernando Muniz – Tecnólogo em Produção Audiovisual – Ulbra. Dirigido por Fernando Muniz. Co-produção com Panda Filmes. Participação como Assistente de Produção durante gravação do Flash Mob.</p>
<p>Gravações feitas em 2010. Em finalização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/Papéis-Embaralhados.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-333" title="Papéis Embaralhados" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/Papéis-Embaralhados-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/Papéis-Embaralhados-3.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-335" title="Papéis Embaralhados 3" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/Papéis-Embaralhados-3-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/Papéis-Embaralhados-2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-334" title="Papéis Embaralhados 2" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/Papéis-Embaralhados-2-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vídeo que ensina a coreografia do Flash Mob:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/X-6mFGnZ2kc" frameborder="0" width="480" height="303"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aparições na mídia:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/yIKiuvjFB1M" frameborder="0" width="480" height="390"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Blog: <a href="http://papeisembaralhados.blogspot.com/">http://papeisembaralhados.blogspot.com/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Curta-metragem &#8220;Post-it&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 19:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jessica Balbuena</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Portfólio]]></category>
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		<description><![CDATA[Curta-metragem produzido para a Disciplina de Realização II – Tecnólogo em Produção Audiovisual – Ulbra. Dirigido por Felipe Antoniolli. Orientação de Flávio Guirland. Co-Direção de Arte com Pâmela Nunes. Gravações feitas em 2010. Em finalização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Curta-metragem produzido para a Disciplina de Realização II – Tecnólogo em Produção Audiovisual – Ulbra. Dirigido por Felipe Antoniolli. Orientação de Flávio Guirland. Co-Direção de Arte com Pâmela Nunes.</p>
<p>Gravações feitas em 2010. Em finalização.</p>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/post-it.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-314" title="post it" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/post-it-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><br />
<a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/post-it3.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-316" title="post it3" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/post-it3-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/post-it2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-317" title="post it2" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/08/post-it2-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
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		<title>Programa Garajão Ulbra TV</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 04:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jessica Balbuena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Portfólio]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[Produção de externas, matérias e entrevistas ao vivo durante o primeiro mês (Agosto de 2010) do programa Garajão Ulbra TV. Exibido de segunda a sexta-feira, às 17h30 na Ulbra TV (canal 48 UHF e 21 NET). &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; Outros links: Garajão: A Primeira Vez &#8211; Sexo Teaser 2 Garajão Ulbra TV Banda Cover dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Produção de externas, matérias e entrevistas ao vivo durante o primeiro mês (Agosto de 2010) do programa Garajão Ulbra TV. Exibido de segunda a sexta-feira, às 17h30 na Ulbra TV (canal 48 UHF e 21 NET).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/eFGMTJU7cDY" frameborder="0" width="480" height="390"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/pP1yh5hVCUs" frameborder="0" width="480" height="390"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/UCisRBXZMTI" frameborder="0" width="480" height="390"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/OioSxFd2jzk" frameborder="0" width="480" height="390"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros links:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=8r3isKPYS1A">Garajão: A Primeira Vez &#8211; Sexo </a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=qWtMwRSZRLY">Teaser 2 Garajão Ulbra TV </a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Os2A5I0vwBw">Banda Cover dos Beatles: Zoombeatles &#8211; Garajão Ulbra TV</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ir3T0GaGNGA">Drogas de Farmácia no Garajão </a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NKiSk_lurOQ&amp;feature=related">Modelos Plus Size no Garajão </a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=AjDDMZ95l6w&amp;feature=related">Garajão: A primeira viagem </a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Curta-metragem &#8220;30 Segundos Épicos&#8221; (2010)</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 03:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jessica Balbuena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Portfólio]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[Produzido para a Disciplina de Realização I – Tecnólogo em Produção Audiovisual &#8211; Ulbra. Dirigido por G.R. Machado. Orientação de Flávio Guirland. Participação como roteirista, diretora de arte e assistente de produção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em></em>Produzido para a Disciplina de Realização I – Tecnólogo em Produção Audiovisual &#8211; Ulbra. Dirigido por G.R. Machado. Orientação de Flávio Guirland. Participação como roteirista, diretora de arte e assistente de produção.</p>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/07/IMG_7042.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-278" title="IMG_7042" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/07/IMG_7042-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/07/IMG_7132.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-280" title="IMG_7132" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/07/IMG_7132-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/07/IMG_7175.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-283" title="IMG_7175" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/07/IMG_7175-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/07/IMG_6557.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-285" title="IMG_6557" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2011/07/IMG_6557-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
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		<title>Mais sobre o Kikito</title>
		<link>http://www.jessicabalbuena.com/mais-sobre-o-kikito/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 04:06:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jessica Balbuena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Portfólio]]></category>
		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[festival de gramado]]></category>

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		<description><![CDATA[E então, gente depois de anos, volto com um post muito bacana sobre a minha participação como júri estudantil representante da ULBRA no 38º Festival de Gramado. Sobre os prêmios principais do festival, já era esperado que o filme Bróder de Jeferson De faturasse melhor filme e melhor direção. O longa realmente vai além do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E então, gente depois de anos, volto com um post muito bacana sobre a minha participação como júri estudantil representante da ULBRA no 38º Festival de Gramado.</p>
<p>Sobre os prêmios principais do festival, já era esperado que o filme <em>Bróder </em>de Jeferson De faturasse melhor filme e melhor direção. O longa realmente vai além do tão rotulado &#8220;filme favela&#8221; e, embora tenha me deparado com opiniões contrárias, é o que mais se comunica com o público, além de ser um filme com o perfil do festival.</p>
<p>Esse foi o único prêmio previsível, pois depois as surpresas tomaram conta. Melhor ator para Caio Blat em <em>Bróder</em>, prêmio especial do júri para <em>O Último Romance de Balzac</em>, melhor atriz para Simone Spoladore em <em>Não se pode viver sem amor</em>, melhor roteiro para Dani Patarra e Jorge Durán, por <em>Não se pode viver sem amor </em>e melhor fotografia para Luis Abramo, por <em>Não se pode viver sem amor.</em></p>
<p>A seleção poderia ter uma variedade maior de filmes com sensibilidade e técnica. Houve uma enxurrada de documentários, alguns muito bons, outros nem tanto e as ficções estavam meio sem vida, o que explica a vitória de <em>Bróder </em>que, mesmo possuindo alguns probleminhas de roteiro, é um filme em que se sente a emoção depositada tanto durante a projeção quanto nos depoimentos emocionados do diretor Jeferson De. Incentivos como esse faltaram à ficção brasileira.</p>
<p>Embora a mostra competitiva de longa brasileiro tenha se encaminhado dessa maneira, a mostra de curtas e de longas-metragem estrangeiros estava difícil de julgar devido à grande quantidade de filmes de qualidade.</p>
<p>O curta vencedor de melhor filme, <em>Carreto </em>de Cláudio Marques e Marilia Hughes foi um grande merecedor, embora a animação vencedora do prêmio especial do júri <em>Os Anjos do Meio da Praça </em>tenha me tragado para dentro com uma força dificilmente vista neste festival.</p>
<p>O longa estrangeiro vencedor de melhor filme, <em>Mi Vida Con Carlos, </em>mostrou uma grande sensibilidade relatando o resgate das memórias do falecido pai de Germán Berger. Entretanto, continuo achando que o prêmio de melhor roteiro para <em>La Vieja de Atrás </em>de Pablo Meza não fez jus à beleza deste filme.</p>
<p>A Mostra Panorâmica, aberta ao público e exibida na parte da tarde durante o festival, foi julgada exclusivamente pelos integrantes do júri-estudantil. Filmes inteligentes e de muito conteúdo (alguns até melhores que os da mostra competitiva) foram vistos por nós. Dou grande destaque para <em>Os Inquilinos</em> de Sérgio Bianchi, filme forte com um enredo inteligente e personagens bem construídos, que trata sobre a vida de um pai de família tentando protegê-la dos males presentes no subúrbio.</p>
<p>Nossa escolha de Melhor Filme da Mostra Panorâmica foi <em>Terra Deu, Terra Come</em> de Rodrigo Siqueira. Um documentário muito bem construído sobre a vida de antigos cidadãos do sertão mineiro, misturando suas culturas locais, sonhos e fantasias à realidade. O filme apresenta a forma com que a celebração fúnebre de João Batista &#8211; falecido com 120 anos &#8211; resgata as memórias culturais de um povo com raízes africanas.</p>
<p>Minha experiência como integrante do júri-estudantil foi ótima e agradeço muito pela oportunidade de aprender e  conhecer as novas tendências do cinema brasileiro. Mas deixo um recado para a nova geração de cineastas: não se deixem impressionar com algo que, na verdade, não os impressiona. Festivais são concursos de filmes e não de tentativas de parecer inteligente. A melhor forma de ser notado é ser sincero consigo e buscar a ligação que está na essência dessa profissão: a paixão legítima  pela sétima arte.</p>
<p>Uma foto para registrar o momento:</p>
<p><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2010/08/IMG_8377.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-309" title="IMG_8377" src="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2010/08/IMG_8377-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><a href="http://www.jessicabalbuena.com/wp-content/uploads/2010/08/IMG_8377.jpg"><br />
</a></p>
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		<title>Espetáculo &#8220;Gozadas&#8221;</title>
		<link>http://www.jessicabalbuena.com/gozadas/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 22:14:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jessica Balbuena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Divagações Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<category><![CDATA[30 Segundos Épicos]]></category>
		<category><![CDATA[Cômica Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[curta universitário]]></category>
		<category><![CDATA[Gozadas]]></category>
		<category><![CDATA[Produção Audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[teatro porto alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Ulbra]]></category>
		<category><![CDATA[Ulbra TV]]></category>

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		<description><![CDATA[E aí pessoas! Sei que eu devo muitos posts aqui já que agora até as gravações do 30 Segundos Épicos acabaram, mas eu realmente não tive tempo de postar (cinema dá muuuito trabalho) e agora vou tentar recuperar os posts não feitos. Começando pelo agradecimento tardio ao espetáculo que a Patsy promoveu justamente pra nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E aí pessoas!</p>
<p>Sei que eu devo muitos posts aqui já que agora até as gravações do 30 Segundos Épicos acabaram, mas eu realmente não tive tempo de postar (cinema dá muuuito trabalho) e agora vou tentar recuperar os posts não feitos.</p>
<p>Começando pelo agradecimento tardio ao espetáculo que a Patsy promoveu justamente pra nos ajudar em verba, mas que acabou servindo pra unir a equipe e pra gente acreditar mais no projeto.</p>
<p>Agradecendo a todo o pessoal que chamou seus amigos, familiares, conhecidos, etc para assistir à peça e aos convidados que aceitaram os convites.</p>
<p>Um valeu pro pessoal da equipe que foi na peça (toda a equipe deveria ter ido, mas&#8230;) e pro pessoal que ajudou, fez bilheteria, saiu do trabalho cansado e foi lá vender ingresso, pra quem entrou no espírito total da equipe em uma semana e nos ajudou pra caramba (é, essa é pra ti Nichelly! hauhauha). Devemos uma pra vocês.</p>
<p>Sem falar nos atores, todos ótimos. A Patsy me fez ficar falando pra minha mãe e tia &#8220;VOCÊ ESTÁ VELHA!&#8221; durante o resto da semana, o Castanha que teve a musiquinha da Amy cantada até no set de filmagem do projeto todos os dias, e o Caio que me ajudou pra caramba com os figurinos (é isso ae, colega! hahauha) e deu muita graça pro personagem gordinho multifacetado do 30 Segundos, sem contar que o Fábio Júnior parecia meu irmão hauhauha.</p>
<p>Brigadão mesmo, gente.</p>
<p>Aí vai um vídeozinho da peça.</p>
<p>Beijões, e por hoje não é só! tem mais post sobre a gravação.</p>
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