Medo do Lobo Mau?

13 de setembro de 2011

A poderosa estreia de Mike Nichols no cinema, Quem Tem Medo de Virginia Woolf? de 1966, adaptação da peça homônima, é um filme que explora as relações pessoais até o seu limite.

Os jogos começam na casa de George (Richard Burton) e Martha (Elizabeth Taylor).


George (Richard Burton) e sua esposa Martha (Elizabeth Taylor) voltam de um jantar oferecido na casa do pai dela, também reitor da universidade onde George trabalha. Quando chegam em casa, Martha avisa que deverão oferecer estadia a um casal que também estava no jantar. Nick (George Segal), também professor da universidade, e sua esposa Honey (Sandy Dennis), logo em sua chegada, presenciam uma briga entre seus anfitriões que se intensifica e acaba envolvendo todos em um jogo de verdades e humilhações.

O clima tenso se instala desde os primeiros minutos de filme, onde George e Martha mantêm uma conversa cheia de desentendimentos e ofensas, até quando se comenta sobre algo simples como uma citação de um filme.

A premiada direção de arte feita por George James Hopkins retrata a situação financeira e emocional do casal. Na preparação para receber as visitas, Martha esconde toda a desordem da bela casa como quem esconde seus próprios segredos e, como não poderia deixar de ser, em algum momento a sujeira vem à tona.

Temos ótimas composições e movimentos de câmera que se encaixam muito bem no enredo. Como quando vemos George e Honey entre Martha e Nick, nos momentos em que ela se insinua para o jovem professor, na memóravel cena de George com a espingarda de brinquedo que tem um excelente emprego do zoom, e em outra cena com Sandy Dennis em que ela ouve o que seu marido e George falam sobre ela e disfarça de uma maneira incrível para manter as convenções sociais.

Richard Burton na memorável cena da espingarda.

Com poucas locações, o filme se aprofunda nos segredos escondidos de cada casal, revelando o quanto podemos ser cruéis com as pessoas mais próximas e, ao mesmo tempo, depender tanto delas. Quando cantam a antiga cantiga “Quem tem medo do lobo mau?” com o trocadilho do nome da escritora Virginia Woolf, é como se fosse um aviso de que o jogo irá se aprofundar e atingir um nível ainda mais pesado.

Dou destaque para os maravilhosos monólogos de Burton e Taylor, o primeiro,  que nos lembramos até o fim do longa e o último que revela o amor, o ódio e a dependência destrutiva de Martha.

Grande monólogo de Elizabeth Taylor.

Quem não quer estragar a emoção, que não leia, mas esse merece ser citado:

” – Sabe, apenas um homem em toda a minha vida me fez feliz. George. Meu marido. (…) George, que está em algum lugar lá fora no escuro. Que é bom para mim. Que eu insulto. Que aprende os jogos que fazemos tão rápido quanto eu os altero. Que me faz feliz – e eu nem desejo ser feliz. Sim! Eu desejo sim ser feliz. George e Martha. Triste, triste, triste. Eu não o perdoarei por ter se acomodado. Por ter me visto e dito “É, isto vai servir”. Que cometeu o hediondo, doloroso e ofensivo erro de me amar.  E deve ser punido por isso. George e Martha. Triste, triste, triste. “

O desfecho consegue ser surpreendente e ambíguo, revelando o maior segredo do casal protagonista de uma forma que deixa o espectador juntando as peças após o filme.

Não há como não se envolver com o amor e a loucura de George e Martha. Tudo é tão intenso que, assim como Martha, nos confundimos com a verdade e a ilusão.

Verdade e ilusão se confundem.

Curta-metragem “Papéis Embaralhados”

6 de setembro de 2011

Trabalho de conclusão de curso de Fernando Muniz – Tecnólogo em Produção Audiovisual – Ulbra. Dirigido por Fernando Muniz. Co-produção com Panda Filmes. Participação como Assistente de Produção durante gravação do Flash Mob.

Gravações feitas em 2010. Em finalização.

 

 

Vídeo que ensina a coreografia do Flash Mob:

 

Aparições na mídia:

 

Blog: http://papeisembaralhados.blogspot.com/

 

Curta-metragem “Post-it”

12 de agosto de 2011

Curta-metragem produzido para a Disciplina de Realização II – Tecnólogo em Produção Audiovisual – Ulbra. Dirigido por Felipe Antoniolli. Orientação de Flávio Guirland. Co-Direção de Arte com Pâmela Nunes.

Gravações feitas em 2010. Em finalização.



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