Terminei de ler A Menina que Roubava Livros não faz muito tempo e achei a história tão bonita e muito, muito triste ao mesmo tempo.
Fala de uma menina que escapa da Morte (que é a narradora da história) três vezes devido a sua paixão pelos livros.
No começo, apesar de ter roubado seu primeiro livro, a menina nem sabe ler ainda e seu pai adotivo, Hans Huberman a ensina durante as madrugadas após os pesadelos da menina.
A história se passa em plena Alemanha nazista e mostra a desumanidade da guerra e do Füeher. Na verdade ele é o único culpado de tudo que acontece de trágico na vida da menina. Fez sua mãe ter de deixá-la com uma família adotiva (ela era comunista), causou a morte de seu irmão de 6 anos durante a viagem, fez seu amigo judeu partir e parar num campo de concentração em Dachau e muitas, muuuitas outras coisas horríveis que eu não quero falar pra não estragar o mistério pra quem ler.
No entanto, apesar desses relatos de tragédias ininterruptos, o clima do livro não é esse. Deve ser por isso que é tão bom. Os momentos felizes e tristes são alternados, os dois lados da moeda apresentados com muita intensidade. Uma hora a felicidade é tanta que parece que nunca irá acabar e em outra é só a tristeza que espera Liesel Meminger.
Mas é impossível não se contagiar com a aventura dos roubos de livros da biblioteca do prefeito, com os assaltos ao pomar de Liesel e seu amigo Rudy, o incidente Jesse Owens (em que Rudy se pinta inteiro de carvão e corre imitando o atleta pelo campo da cidade. Eu ri alto nessa parte
),com o boneco de neve construído no porão para alegrar o amigo judeu escondido lá, e com os olhos de prata e o acordeão do pai adotivo de Liesel.
O livro me deixou até meio desnorteada, sabe.É uma história triste, com certeza, mas eu diria melhor, emocionante. E muito magnética. Devorei o livro em 4 dias. Pra mim isso é muito rápido pois costumo ler bem devagar.
Eu sinto que não estou conseguindo passar os sentimentos lindos que o livro passa. Acho que comentar sobre livros sempre fica meio “resenha crítica”. Mas esse livro foi lindo, esse livro é de chorar.