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Crepúsculo: Livro x Filme

segunda-feira, 2 de março de 2009

Existe uma regra quase inquebrável que diz que um filme nunca se iguala ao livro. Pois bem.  Até pouco tempo não tinha presenciado nada que contextasse essa regra. Realmente, mesmo que o filme seja divino o livro é sempre melhor. Isso se prova com toda a série Harry Potter, Entrevista com o Vampiro talvez, embora o filme seja ótimo,  O Código da Vinci, etc. Mas Crepúsculo me surpreendeu.

Li o livro sem muito deslumbre e sem ser afetada pela modinha ” Twilight” do momento. Achei uma história boa. Não espetacular, mas boa. O que estragava um pouco era a linguagem mela-cueca usada pela autora. Talvez para dar mais ênfase que era uma garota apaixonada que narrava a história, em todo o caso, me pareceu que da metade do livro pro final, não se passava uma linha sem a Bella dizer o quanto o Edward era lindo, charmoso, misterioso, etc, etc.

Essa isca para pescar leitores adolescentes (embora eu seja adolescente) não me agradou muito. Poderia ser dado muito mais valor a outras questões psicológicas e ao suspense que falta na história. Eu não gosto de histórinhas sensacionalistas de aventura, mas a aventura em uma história com personagens imaginários como vampiros é muito necessária. É ela que faz a gente devorar um livro nas partes finais e decisivas.

Mas que ninguém entenda mal, eu não estou julgando a série toda pelo livro de estréia que geralmente tem certos defeitos ou não se comparam com os seguintes. Citando  como exemplo novamente o Harry Potter e a Pedra Filosofal. Esse livro foi o suficiente para render milhares ou milhões de fãs da saga, mas quando comparado com os outros percebe-se uma grande evolução na história.

É normal, o livro de estréia é quase que um teste, um experimento para ver como o público vai reagir e quando tem uma boa resposta é um ótimo sinal.

 twilight3.jpg Twilight Movie Poster picture by iconswimming

Mas voltando à comparação do livro com o longa-metragem, eu estava meio hesitante para ir ao cinema ver Crepúsculo, justamente por achar que o filme seria muito pior, mas parece que os roteiristas, diretores e toda a equipe de filmagem captou o que faltava na história original: Suspense.

No filme, o vampiro rastreador assassino não aparece assim num passe de mágica como no livro. Acho que compreenderam que ele é um personagem importante, merecia mais que aparecer assim do nada, precisava de uma introdução. E essa introdução se dá mostrando os ataques e as investigações da polícia sobre algumas mortes que estão ocorrendo nos arredores da cidade. Dessa forma, a história ficou muito mais centrada, com maior entendimento de toda a perseguição que a Bella é vítima.

No cinema é comum ver a questão de relacionamentos ressaltada para chamar mais a atenção do público, mas quando o assunto principal já é a relação amorosa não é necessário tanto destaque, outros fatores também fazem um bom filme.

A Menina que Roubava Livros

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

a-menina-que-roubava-livros Terminei de ler A Menina que Roubava Livros não faz muito tempo e achei a história tão bonita e muito, muito triste ao mesmo tempo.

Fala de uma menina que escapa da Morte (que é a narradora da história) três vezes devido a sua paixão pelos livros.

No começo, apesar de ter roubado seu primeiro livro, a menina nem sabe ler ainda e seu pai adotivo, Hans Huberman a ensina durante as madrugadas após os pesadelos da menina.

A história se passa em plena Alemanha nazista e mostra a desumanidade da guerra e do Füeher. Na verdade ele é o único culpado de tudo que acontece de trágico na vida da menina. Fez sua mãe ter de deixá-la com uma família adotiva (ela era comunista), causou a morte de seu irmão de 6 anos durante a viagem, fez seu amigo judeu partir e parar num campo de concentração em Dachau e muitas, muuuitas outras coisas horríveis que eu não quero falar pra não estragar o mistério pra quem ler.

No entanto, apesar desses relatos de tragédias ininterruptos, o clima do livro não é esse. Deve ser por isso que é tão bom. Os momentos felizes e tristes são alternados, os dois lados da moeda apresentados com muita intensidade. Uma hora a felicidade é tanta que parece que nunca irá acabar e em outra é só a tristeza que espera Liesel Meminger.

Mas é impossível não se contagiar com a aventura dos roubos de livros da biblioteca do prefeito, com os assaltos ao pomar de Liesel e seu amigo Rudy, o incidente Jesse Owens (em que Rudy se pinta inteiro de carvão e corre imitando o atleta pelo campo da cidade. Eu ri alto nessa parte :D ),com o boneco de neve construído no porão para alegrar o amigo judeu escondido lá, e com os olhos de prata e o acordeão do pai adotivo de Liesel.

O livro me deixou até meio desnorteada, sabe.É uma história triste, com certeza, mas eu diria melhor, emocionante. E muito magnética. Devorei o livro em 4 dias. Pra mim isso é muito rápido pois costumo ler bem devagar.

Eu sinto que não estou conseguindo passar os sentimentos lindos que o livro passa. Acho que comentar sobre livros sempre fica meio “resenha crítica”. Mas esse livro foi lindo, esse livro é de chorar.


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